Pesquisa da ABAC mostra crescimento do consórcio no agronegócio

21 . out . 2021

Pesquisa da ABAC concluída recentemente por sua assessoria econômica, constatou um avanço no total de participantes ativos no consórcio de máquinas e implementos agrícolas, em relação aos últimos cinco anos. O levantamento foi realizado entre janeiro e agosto de 2021, junto às administradoras que atuam no segmento de veículos pesados, no qual estão incluídas as máquinas e implementos agrícolas para o setor agropecuário.

Até agosto, havia 437,76 mil consorciados ativos no setor de veículos pesados. Deste total, 33,33% tinham o objetivo de adquirir bens vinculados ao agronegócio. Ou seja, 145,92 mil consorciados. Com esse resultado, o volume de participantes aumentou 63,5% em relação aos 89,33 mil existentes em agosto de 2015. Dessa forma, o consórcio contribui para a ampliação e modernização dos equipamentos nos vários ramos de cultura e pecuária.

Os bons números do setor de consórcios acompanham os resultados do agronegócio no Brasil. Depois de registrar forte crescimento em 2020, o PIB da atividade cresceu 9,8% no 1º semestre de 2021. Considerado pilar da economia brasileira, o segmento conta com aumento de produtividade, diminuição de desperdício, tecnologia agregada, entre outros.

O planejamento é um dos caminhos do setor para obter bons resultados e ultrapassar eventuais dificuldades. Como esta é uma das principais características do consórcio, o Sistema de Consórcios se insere dentro dessa programação do setor, de forma direta ou indireta – leia o post Diferenciais do consórcio contribuem para o agronegócio.

Através do consórcio, os produtores podem planejar aquisições de máquinas e implementos agrícolas ou outros bens como caminhões, instalações, imóveis ou serviços. Ao longo dos anos, o mecanismo vem mostrando sua importância ao tornar a possível a aquisição desses ativos de forma simples e econômica.

Perfil dos consorciados, segundo pesquisa da ABAC

Na pesquisa da ABAC, ao classificar os participantes ativos por perfil, observou-se equilíbrio entre os 48,3% de produtores rurais/pessoas físicas e 51,7% formados por pessoas jurídicas. Entre as pessoas físicas, há 11,4% na faixa etária de 18 a 30 anos, 49,5% de 31 a 45 anos, e 39,1% acima de 45 anos. 

Paralelamente, divididos por áreas de cultivo e produção, 50% dos produtores-consorciados desenvolvem suas atividades em propriedades de até 50 hectares. Outros 30% têm de 51 a 300 hectares e, por fim, 20% têm acima de 301 hectares.

Já inseridas nas adesões do consórcio de veículos pesados, também constituído por outros bens voltados ao transporte rodoviário de cargas e de passageiros, entre janeiro e agosto foram vendidas 112,91 mil cotas do segmento. Ocorreram oscilações ao longo dos meses, com média mensal de 14,12 mil, registrando recorde anual em maio, ao somar 23,01 mil cotas vendidas.

Distribuídos pelo país, os novos consorciados mostraram-se mais presentes nas seguintes regiões: Sudeste = 41,7%, Sul = 24,4%, Centro-Oeste = 20,5%, Nordeste = 8,2% e Norte = 5,2%.

De acordo com o presidente executivo da ABAC, Paulo Roberto Rossi, os consórcios de bens voltados ao agronegócio têm ratificado sua importância no planejamento a médio e longo prazos, apesar das dificuldades enfrentadas com a pandemia.

“Os grupos de consórcio de máquinas e implementos agrícolas, por serem o caminho mais simples e econômico de aquisição, têm propiciado ao produtor-consorciado escolher prazos e durações mais adequados. O consórcio, quando comparado com algumas dificuldades verificadas na disponibilização de outras linhas de crédito, limitações de prazos, burocracia dentre outros, torna-o mais atrativo”, conclui Rossi.

Novidade da ABAC!

Não perca: em breve a ABAC lançará um novo infográfico contendo outras informações sobre a pesquisa de máquinas agrícolas. Enquanto isso, você pode conhecer outros materiais preparados pela entidade clicando aqui.

Categoria(s):

Pesquisas da ABAC

Tag(s):

, , , , , , , , , , ,

Deixe seu comentário

Receba novidades



    ENVIE SUGESTÕES
    DE POSTAGENS