Últimos contemplados no consórcio também têm vantagens financeiras

22 . nov . 2021

A contemplação no Sistema de Consórcios é o momento mais esperado pelo consorciado. É quando ele pode concretizar o sonho de adquirir o bem ou contratar o serviço desejado. E muito se discute sobre qual o melhor período para ser contemplado. Hoje vamos mostrar que podem ter benefícios até os últimos contemplados no consórcio.

“Há um senso comum de que quanto mais no início do plano, melhor, tanto em termos de custos, para os que comparam consórcio com financiamento, quanto em termos práticos, considerando que podem usufruir do bem logo”, diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.

Porém, estudos mostram que o consórcio é bom também para quem é contemplado no final do grupo.

Atualização do crédito

Isso porque uma das principais características da modalidade é a atualização do crédito de acordo com os índices ou com a tabela do fabricante, de acordo com o estabelecido no contrato.

“Ao pagar uma parcela reajustada, as anteriores já quitadas não sofrem correções. Ou seja, consorciados não pagam ajustes retroativos. É aí que está a vantagem dos contemplados mais no final do plano. Principalmente considerando que os reajustes dos bens mais adquiridos por meio do consórcio, como carros. Esses tiveram seus preços médios reajustados bem acima da inflação“, explica Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC.

Simulação

Para comprovar os benefícios de quem adquire o bem no final do plano de consórcio, fizemos uma simulação. Consideramos a aquisição de veículo leve por consórcio, com crédito de R$ 50 mil e prazo de 80 meses. A taxa de administração será de 0,188% ao mês e correção do crédito, 15% ao ano.

Nesse caso, desde a parcela inicial de R$ 718,75 até a final de R$ 1.662,51, o consorciado terá feito um investimento final de R$ 88.801,09. Isso representa uma variação de 77,6%. Ele teria pago R$ 11.582,75 de taxa de administração e R$ 27.218,34 de correção anual do bem. 

Por outro lado, o valor atualizado do veículo, considerando 15% ao ano de correção em 80 meses, seria de R$ 115.653,04.

Ou seja, ele teria economizado R$ 26.851,95, diferença do valor do bem atualizado em R$ 115.653,04, menos os R$ 88.801,09 pagos no consórcio.

“Isso mostra que o consorciado mantém o poder de compra. Logo, podemos dizer que consórcio é um ótimo negócio, ainda mais se considerarmos que a maioria das aplicações financeiras perde para a inflação”, finaliza.

Contemplados no consórcio que nao usam imediatamente o crédito

No universo do Sistema de Consórcios, há também aqueles consorciados que optam por não retirar o bem. Nesse caso, eles deixam o recurso aplicado, de acordo com as regras do Banco Central, até o término do plano.

“Trata-se de uma opção interessante. Contudo, fica o alerta de que, por melhor que seja o rendimento das aplicações, corre-se o risco de haver novos reajustes do veículo. Esse reajuste pode ser acima das remunerações dos investimentos, o que, no momento da compra, obrigaria o consorciado a completar o valor”, explica Rossi.

O Sistema de Consórcios segue crescendo em vendas de novas cotas. No fechamento de setembro, houve recorde mensal de adesões em 2021, com 2,59 milhões de cotas comercializadas. 

Decorrentes desta boa performance, a modalidade totalizou R$ 163,85 bilhões em negócios, de janeiro a setembro. Esses novos consorciados adquiriram cotas com tíquete médio de R$ 64,01 mil.

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Drops de Mercado

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