Pesquisa mostra que consórcio de caminhões cresceu 94% em 12 meses

25 . maio . 2022

O transporte por rodovias é predominante no país, e representa 60% do sistema logístico nacional, segundo o Plano Nacional de Logística. Baseada em dados de administradoras que atuam com veículos pesados, a assessoria econômica da ABAC avaliou o desempenho do consórcio de caminhões, identificando crescimento expressivo da modalidade no transporte rodoviário de cargas em um ano.

O levantamento teve como foco os caminhões, dos extrapesados, que fazem os longos percursos e rodam pelas estradas, aos leves, que têm acesso às áreas urbanas. A análise revelou que, de março do ano passado até março deste ano, as adesões ao consórcio de caminhões cresceram de 7,92 mil novas cotas a 15,36 mil, registrando avanço de 94%. A média mensal, nos últimos 12 meses, foi de 11,47 mil cotas, para um total acumulado de 137,64 mil adesões. 

Os picos de vendas ocorreram em maio e setembro do ano passado, quando atingiram 15,52 mil e 15,07 mil cotas, respectivamente. Já em março deste ano, somaram 15,36 mil.

Entre as peculiaridades do consórcio de caminhões estão custo final baixo; prazos longos; aproveitamento de até 10% do crédito para despesas com documentação, tributos e seguro; parcelas mensais ajustadas aos orçamentos; e preservação do poder de compra, com as correções dos créditos.

Principais características dos grupos de caminhões

O estudo verificou que há um equilíbrio entre a participação de pessoas físicas e jurídicas nos grupos. Em março, as pessoas jurídicas representavam 52,4% dos consorciados de caminhões, enquanto os autônomos atingiram 47,3%. Outros, como as cooperativas, chegaram a 0,3%. 

Os consorciados desse segmento optaram por créditos variando de R$ 120 mil a R$ 990 mil, ficando a média próxima aos R$ 390 mil.

A taxa média de administração praticada foi de 0,15% ao mês, para um prazo médio de 92 meses de duração do grupo. Os reajustes dos créditos e das parcelas, previstos nos contratos, foram de 80%, acompanhando a tabela do fabricante, e de 20%, pelo IPCA.

Os bens mais comprados foram caminhões leves, com 23%; os médios, com 24,7%; os pesados, com 37,6%; e os extrapesados, com 14,7%. 

O levantamento apontou ainda que o maior volume de consorciados contemplados optou pela renovação da frota (65%), enquanto os demais (35%) optaram pela ampliação. Ainda, segundo a B3, em março, a maioria, 72%, decidiu pelos caminhões seminovos e 28% pelos novos. 

Ao considerar a capacidade dos veículos e sua movimentação, observou-se que 56% se destinam a entregas no varejo; 15% ao agronegócio; 2,5% à carga líquida, como combustíveis, gás, sucos; 2,5% à carga seca como madeira, eletroeletrônicos, construção; e 24,0% a outros tipos.

Segundo dados da Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários), os maiores emplacamentos no primeiro trimestre foram basculantes, dollys, graneleiros-carga seca, baús lonados, baús carga geral, tanque carbono, seguidos dos canavieiros, tanques, frigoríficos, porta contêiner, carrega tudo, canavieiros, cegonheiros, cargas vivas, entre outros. 

Clique aqui para baixar gratuitamente o infográfico da pesquisa.

Consórcio de caminhões: boas perspectivas para 2022

Segundo Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, “os resultados do levantamento apontam a potencialidade do mercado, visto que muitos veículos negociados no ano passado ainda serão entregues este ano”.

O aumento nas vendas de caminhões, que contará com consorciados contemplados, também é esperada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A entidade projetou 9% de alta em 2022, com a comercialização de 140 mil unidades.

“Temos a convicção de que o consórcio é a melhor alternativa para a compra de veículos, em razão dos custos mais baixos, e que as futuras decisões de troca ou de compra estarão apoiadas no planejamento”, diz Rossi.

Em março deste ano, o consórcio de veículos pesados chegou a 487,59 mil participantes, dos quais dois terços (325,06 mil), têm como objetivo básico a aquisição de caminhões. O outro terço visa a compra de máquinas e implementos agrícolas.

Categoria(s):

Pesquisas da ABAC

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