O Sistema de Consórcios manteve resultados positivos no início de 2026, mesmo diante da desaceleração típica do período, influenciada por fatores como férias e menor número de dias úteis. Em fevereiro, o total de participantes ativos atingiu 12,85 milhões, com crescimento de 12,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Continue a leitura para conferir os principais indicadores do período.
Na mesma base de comparação, as vendas de cotas somaram 873,09 mil no acumulado de janeiro e fevereiro, alta de 8,8% sobre as 802,62 mil registradas um ano antes. Ao mesmo tempo, os créditos comercializados totalizaram R$ 79,88 bilhões, avanço de 15,5%, segundo dados compilados pela assessoria econômica da ABAC.
Já o tíquete médio de fevereiro chegou a R$ 92,68 mil, com aumento de 2,7% na comparação anual. Por outro lado, as contemplações acumuladas no bimestre totalizaram 309,19 mil, retração de 10,3%, enquanto os créditos disponibilizados somaram R$ 21,52 bilhões, leve queda de 1,6% frente ao mesmo período de 2025.

No total das 873,09 mil cotas vendidas no primeiro bimestre de 2026, a distribuição entre os segmentos do Sistema de Consórcios ficou assim: 310,68 mil em veículos leves, 246,27 mil em imóveis, 241,54 mil em motocicletas, 39,86 mil em eletroeletrônicos, 25,02 mil em veículos pesados e 9,72 mil em serviços. Na comparação anual, quatro segmentos registraram crescimento nas vendas — eletroeletrônicos, imóveis, serviços e motocicletas — enquanto veículos leves e veículos pesados apresentaram retração.
O consórcio de veículos leves permaneceu como o maior segmento do Sistema em número de participantes ativos. No primeiro bimestre, foram 5,38 milhões de consorciados, com crescimento de 10,2%. As 310,68 mil cotas vendidas representaram retração de 2,5%, mas os créditos comercializados avançaram 2,6%, para R$ 22,52 bilhões, acompanhados de alta de 5,2% no tíquete médio.

Na sequência, o consórcio de motocicletas registrou desempenho positivo em vendas e negócios no acumulado de janeiro e fevereiro. O segmento atingiu 3,26 milhões de participantes ativos, com crescimento de 6,5%. As 241,54 mil cotas vendidas avançaram 2,8%, enquanto os créditos comercializados somaram R$ 5,12 bilhões, alta de 7,6%, com tíquete médio de R$ 21,19 mil.

Em sentido oposto, o consórcio de veículos pesados foi impactado pela desaceleração observada em setores ligados ao transporte e ao agronegócio. Ainda assim, o número de participantes ativos cresceu 6,5%, para 926,70 mil. No entanto, as 25,02 mil cotas vendidas representaram retração de 15,2%, enquanto os créditos comercializados recuaram 13,5%, totalizando R$ 5,56 bilhões.




Já o consórcio de imóveis manteve trajetória de forte expansão no primeiro bimestre. O segmento alcançou 2,88 milhões de participantes ativos, alta de 30,3%. As 246,27 mil cotas vendidas avançaram 32,2%, enquanto os créditos comercializados totalizaram R$ 45,81 bilhões, crescimento de 28,4%. No período, também houve aumento de 15,3% nas contemplações e de 11,1% nos créditos disponibilizados.

O consórcio de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis apresentou o maior crescimento percentual entre os segmentos. Os 279,65 mil participantes ativos representaram alta de 6,1%, enquanto as 39,86 mil cotas vendidas avançaram 62,4%. Já os créditos comercializados somaram R$ 663,63 milhões, crescimento de 241,1%, impulsionados também pela forte alta de 148,29% no tíquete médio.

Por fim, o consórcio de serviços também registrou avanço no período. O segmento atingiu 132,21 mil participantes ativos, crescimento de 7,9%. As 9,72 mil cotas vendidas aumentaram 11,9%, enquanto os créditos comercializados chegaram a R$ 201,29 milhões, alta de 23,3%. O tíquete médio alcançou R$ 21,58 mil, com crescimento de 14,2% sobre o mesmo bimestre do ano anterior.

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