A contratação de consórcio envolve a consideração de diversos fatores por parte do consumidor. Segundo pesquisa encomendada pela ABAC à Okiar Intelligence – Pesquisa de Mercado, confiança, emoção e percepção de valor fazem parte do processo. Mas o que pode aumentar a intenção de contratar e quais caminhos o consumidor percorre até tomar essa decisão?
Realizada em etapas qualitativa e quantitativa, a pesquisa buscou compreender como o consórcio é percebido pelos consumidores e aprofundou aspectos relacionados à decisão e à contratação da modalidade. Os resultados quantitativos mostram diferenças importantes de acordo com a experiência anterior de cada perfil com o consórcio.
Na etapa quantitativa, a decisão do futuro consorciado aparece relacionada à confiança, emoção e percepção de valor. De acordo com o levantamento, além de entender a modalidade, era necessário que o interessado acreditasse nela para dar o primeiro passo.
No geral, a intenção de contratar nos próximos 12 meses foi moderada, resultando em média 6, indicando um cenário de interesse, mas sem forte convicção. Todavia, entre os que nunca contrataram, a propensão foi menor , com média de 4,4, indicando maior resistência ou falta de convencimento. Já os cancelados, também com menor inclinação, apresentaram 5,2.
Ainda na etapa quantitativa, entre os que nunca contrataram um consórcio, quatro variáveis de percepções foram observadas para aumento de probabilidade de uma decisão positiva: emoção, segurança, benefício e disciplina.
Entre as percepções registradas estão “o setor de consórcios é seguro para quem deseja adquirir um bem”. Ou ainda, “programas de fidelidade ou vantagens exclusivas me incentivariam a permanecer no grupo até o final” para os que esperavam benefícios, ou a percepção de disciplina, expressa em “o consórcio é uma forma de evitar gastos impulsivos”.
Somente uma variável, cuja percepção foi relacionada à burocracia, implicou em redução de probabilidade de contratação: “a garantia de que o setor é fiscalizado e regulado”.

O nível de conhecimento sobre a modalidade também foi analisado pela pesquisa. Neste post, mostramos que 56% dos entrevistados conhecem o consórcio e que, entre aqueles que conhecem, 28% afirmaram conhecê-lo bem ou muito bem.
A adesão da cota de consórcio é apenas uma etapa da experiência. Durante a vivência no grupo, a clareza sobre o funcionamento do consórcio, a previsibilidade da contemplação e a capacidade de manter o compromisso financeiro ganharam importância.
Os resultados da etapa quantitativa também indicaram que o processo de adesão é baseado principalmente na confiança. A decisão apresentou baixa busca comparativa e maior dependência da intermediação humana, em especial via instituições financeiras.
Entre os cinco canais de contratação, esteve o relacionamento com conhecidos ou a influência de comunidades virtuais. O mais utilizado foi indicação de um amigo, com 30%; seguida por redes sociais, com 24%; e os bancos e instituições financeiras, com 23%.
Na etapa de consideração e decisão, a decisão ocorreu com baixa busca comparativa e de forma rápida. O fato mais constante foi o levantamento de informações em apenas uma empresa, com 43%. Na sequência, com 29%, vieram os que pesquisaram em duas empresas, e com 22%, os que decidiram no mesmo dia.
Consumidor busca autonomia, mas também suporte
Na intermediação, os bancos assumiram papel central. A pesquisa registrou 41% para agências de bancos/instituições, 23% para administradoras independentes e 17% para concessionárias de veículos automotores.
Na contratação de consórcio, os canais assistidos também tiveram destaque: 49% contrataram de forma presencial, 18% via WhatsApp, 14% por contato humano remoto e 7% por aplicativo.
Quanto ao formato preferido, os resultados indicaram a busca por autonomia com disponibilidade de suporte: 35% preferiram o atendimento conjugado digital e humano, 34% o totalmente humano e 24% o inteiramente digital.

Os dados mostram, portanto, diferentes fatores e caminhos envolvidos na decisão e na contratação. Da confiança aos canais utilizados, a pesquisa ajuda a compreender como o consumidor chega até o consórcio e quais formas de atendimento prefere nesse processo.
E você, o que considera mais importante antes de contratar um consórcio? Compartilhe sua opinião nos comentários e envie este conteúdo para quem deseja conhecer melhor a modalidade.
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) encomendou pesquisa qualitativa e quantitativa à Okiar Intelligence, com o objetivo de identificar fatores que têm impulsionado o crescimento do Sistema de Consórcios e compreender como ele é percebido pelos consumidores, inclusive as principais finalidades de utilização dos créditos.
A base total do levantamento reuniu 3.290 consumidores, com entrevistas qualitativas realizadas em quatro grupos de trabalho, totalizando 20 pessoas, para observar as diferenças dos perfis de consumidores: consorciados ativos, contemplados e cancelados, responsáveis pela contratação do plano nos últimos dois anos.
O total de consultas foi constituído por 55% de homens e 44% mulheres, sendo 62% na faixa etária de 18 a 35 anos, 35% de 36 a 55 anos, e 3% acima dos 56 anos. Entre os participantes, havia 50% de casados ou com união estável e 39% com filhos.
Na metodologia aplicada, foram consultadas cinco classes sociais, sendo 11% da A, 46% da B, 35% da C, 5% da D e 3% da E. Com cobertura nacional, incluindo capitais e interior, os entrevistados eram originários das regiões Sudeste, com 44%; Centro-Oeste, com 28%; Nordeste, com 16%; Sul e Norte com 6% cada.
Deixe um comentário