Mercado de deliveries impulsiona consórcio de motos

09 . jun . 2026

Mercado de deliveries e consórcio de motos caminham cada vez mais próximos. Nos últimos cinco anos, o número de participantes ativos no segmento cresceu 36,4%, refletindo a expansão de uma atividade que tem na motocicleta sua principal ferramenta de trabalho. Descubra os fatores por trás desse avanço.

Diversas atividades surgiram nos últimos anos voltadas ao atendimento pessoal ou familiar, e até mesmo o empresarial, proporcionando mais qualidade de vida às pessoas. 

O delivery, por exemplo, veio para facilitar o dia a dia do consumidor que deseja mais conforto ao adquirir um bem ou um serviço e recebê-lo na comodidade de sua casa, escritório ou em local indicado.

O Brasil lidera os serviços de deliveries na América Latina, com mais de 2,2 milhões de profissionais, segundo o estudo do Cebrap. Deste total, parcela significativa atua como entregadores, colocando o país em quarto lugar no mercado global. 

No setor de entregas por aplicativos, o universo conta com pouco mais de 450 mil profissionais que atuam na ponta do serviço. “Trata-se de um mercado que requer produtos financeiros que facilitem a aquisição do principal instrumento de trabalho desses profissionais: carro ou motocicleta”, explica Luiz Antonio Barbagallo, economista da ABAC.

Consórcio entre principais meios de aquisição

A forma de aquisição, especificamente de motos, tem no consórcio um de seus principais meios. Segundo a ABAC, o segmento de motocicletas contabilizou boa parcela dos 3,24 milhões de participantes ativos nessa atividade, de acordo com dados de abril deste ano.

“Ressalte-se a importância desse mecanismo de autofinanciamento que, ao longo de décadas, vem facilitando a compra por motociclistas de forma simples e econômica”, afirma Barbagallo.

Segundo dados fornecidos pela B3, a participação do consórcio entre todos os tipos de financiamentos de motos zero km representa 35,6%. “Sem dúvida, uma presença expressiva, indicando que, cada vez mais, os profissionais desse setor enxergam no planejamento, via consórcio, a melhor estratégia para sua compra como primeiro veículo ou para sua renovação”, diz o economista. Complementa, lembrando que “o desgaste da moto, sem dúvida, leva o profissional a, periodicamente, substituir seu principal instrumento de trabalho”.

Leia o post abaixo:

Simulação reforça consórcio como estratégia

Na rotina de um entregador de pratos prontos de alimentos na capital paulista, “é possível calcular que, em média, são realizadas de 15 a 30 viagens por dia e circule de 12 a 15 quilômetros por trajeto, acumulando até 450 km de rodagem”, sugere Barbagallo. “Pode-se concluir que esse profissional, no final de um mês, terá rodado perto de 13,5 mil quilômetros. Anualmente, supondo atividades em 360 dias, atingirá 162.000 Km”, conclui. 

Nesta simulação, os cálculos foram estimados pelo máximo de viagens e de distâncias. “Mas, mesmo ficando pela metade”, justifica o economista, “teríamos ainda 81 mil quilômetros por ano”.

Com essa totalização, o desgaste do veículo torna-se grande, considerando que, em dois ou três anos, haverá necessidade de substituição. 

“Ao planejar e adotar o consórcio como estratégia financeira para custear a futura reposição, o profissional poderá economizar e pagar mensalmente a cota do plano de consórcio, durante o uso do seu atual veículo, com parcelas acessíveis, formando ao longo do tempo a poupança, que complementada eventualmente por lance, cujo valor poderá ser obtido com a venda da atual motocicleta, permitirá a compra de uma nova”, detalha Barbagallo. 

Como sugestão final, “em caso de contemplação por sorteio, quando não há oferta de lance, o profissional do delivery poderá, ao se desfazer da usada, quitar parte ou a totalidade das parcelas vincendas”, finaliza o economista da ABAC.

Categoria(s):

Drops de Mercado

Tag(s):

, , , , , , , , ,

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba novidades





    ENVIE SUGESTÕES
    DE POSTAGENS