Os créditos comercializados pelo consórcio de motos dobraram em cinco anos. No acumulado do 1º quadrimestre de 2026, o indicador superou os R$ 10,75 bilhões. O resultado mostra a dimensão alcançada pelo segmento e abre espaço para entender os fatores por trás dessa expansão.
A trajetória foi de crescimento contínuo no período. Entre janeiro e abril de 2021, os créditos comercializados somaram R$ 5,03 bilhões. Em 2022, chegaram a R$ 5,98 bilhões; em 2023, a R$ 7,54 bilhões; em 2024, a R$ 8 bilhões; e, em 2025, a R$ 9,64 bilhões. Neste ano, o volume avançou 113,7% em relação ao registrado cinco anos antes.
Também na comparação mais recente, o desempenho foi positivo. Os R$ 10,75 bilhões registrados nos quatro primeiros meses de 2026 ficaram 11,5% acima dos R$ 9,64 bilhões comercializados no mesmo período de 2025, reforçando a presença do consórcio de motocicletas entre as alternativas de compra planejada.
A análise dos dados de participantes ativos reforça a ampliação da base de clientes. Em abril de 2026, o segmento chegou a 3,24 milhões de consorciados ativos, alta de 4,9% em relação aos 3,09 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
“Com características únicas como, por exemplo, parcelas acessíveis, prazos longos, baixa taxa de administração, sem juros, sem IOF, ausência de cobranças retroativas, e, principalmente, manutenção do poder de compra, o consórcio vem registrando forte crescimento ano após ano”, destaca Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC.
A motocicleta ocupa papel relevante tanto na mobilidade cotidiana quanto na geração de renda, especialmente em atividades ligadas a entregas e serviços urbanos. Esse movimento é abordado no texto Mercado de deliveries impulsiona consórcio de motos, que analisa como a expansão do setor de deliveries contribui para ampliar a procura por alternativas planejadas de aquisição.
Nos quatro primeiros meses de 2026, foram comercializadas 505,15 mil cotas de consórcio de motos, resultado 7,3% superior às 470,76 mil adesões registradas no mesmo período de 2025. O tíquete médio fechou em R$ 21,54 mil, crescimento de 3,7% na comparação anual.
Em créditos disponibilizados, o segmento manteve resultado positivo. Entre janeiro e abril de 2026, o volume alcançou R$ 5,01 bilhões, alta de 5,5% em relação aos R$ 4,75 bilhões de janeiro a abril de 2025. Na comparação com os R$ 2,65 bilhões disponibilizados no primeiro quadrimestre de 2021, o volume praticamente dobrou.
As contemplações chegaram a 235,66 mil nos quatro primeiros meses deste ano, avanço de 1,3% ante as 232,69 mil contabilizadas em igual período de 2025.
Na última pesquisa da ABAC, realizada pela Kantar Divisão de Pesquisa de Mercado, Insights e Consultoria da WPP, ao comentarem as razões das adesões a grupos de consórcios, os usuários entrevistados repetiram espontaneamente que “as parcelas eram compatíveis com a minha renda” ou “as parcelas cabiam no meu bolso”, ou ainda “o consórcio é um jeito de guardar dinheiro”.
Ao comentar a modalidade, Paulo Roberto Rossi sintetiza: “O consumidor brasileiro tem, ao longo dos anos, planejado seu futuro, pesquisando, comparando e decidindo muitas vezes pelo consórcio”.
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