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Sonho de consumo: dicas para comprar um barco

12 . ago . 2016

O Brasil é um país perfeito para quem tem interesse por navegação, com seus 8,5 mil quilômetros de costa atlântica navegáveis e mais de 45 mil quilômetros de rios, baías e lagos também navegáveis. Se você pretende comprar um barco ou tem esse sonho, que pode ser realizado pelo consórcio, e não sabe por onde começar, fique de olhos nessas dicas que a ABAC selecionou!

O Blog da ABAC convidou o diretor técnico do São Paulo Boat Show, Marcos Dottori, para separar algumas orientações para quem deseja comprar um barco. Segundo Dottori, é possível encontrar barcos com valores que partem de R$ 40 mil e podem chegar a milhões de dólares, como o Azimut 70 (veja imagem abaixo), que na edição 2015 do São Paulo Boat Show estava a venda por US$ 4 milhões! As recomendações abaixo valem para a escolha de embarcações de 5 a 21 metros, que são as mais vendidas.

1) Uso do barco – a primeira coisa que você deve analisar antes de comprar um barco é a forma que pretende utilizar, perguntando-se quantas pessoas utilizarão e por onde pretende navegar. De acordo com essas respostas, você poderá definir se precisa de um barco a vela ou a motor. Por exemplo, se pretende utilizar para esquiar, o indicado para você é o barco a motor, mas se for apenas para passeio, o barco a vela é uma boa opção.

2) Equipamentos – itens que devem ser avaliados de acordo com a utilização pretendida são os equipamentos de segurança. Se forem áreas abrigadas – como baías, enseadas, lagoas, rios, lagos e canais, é possível navegar com uma bússola. Já para navegação costeira, são necessários itens como GPS e radar.

3) Habilitação – assim como o motorista de automóvel, todo barco a motor requer habilitação de seu condutor, no caso, a Carteira de Habilitação de Amador (CHA). De acordo com informações da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, assim como no caso da carteira de motorista, ela possui diversas categorias: Veleiro (embarcações a vela, nos limites da navegação interior), Motonauta (jet ski, em áreas abrigadas), Arrais-Amador (embarcações, exceto jet-ski, em áreas abrigadas), Mestre-Amador (qualquer embarcação, entre portos nacionais e estrangeiros nos limites da navegação costeira) e Capitão-Amador (qualquer embarcação, entre portos nacionais e estrangeiros, sem limite de afastamento da costa).

4) Licenciamento e seguro – barcos não pagam IPVA, mas possuem um licenciamento que é renovado apenas a cada cinco anos. Em relação ao seguro, também é mais vantajoso que um carro, custando entre 1,5% e 2% do valor do bem, enquanto no automóvel é de cerca de 4%.

5) Novo ou usado – vai depender do gosto do freguês. Quando você escolhe um barco novo, é possível personalizá-lo de acordo com seus próprios desejos. No caso do usado, apesar de ser mais barato, nem sempre é possível fazer alterações. Os barcos também sofrem desvalorização, em média de 20% no primeiro ano, 10% ao ano nos quatro anos seguintes e passa a depender de seu estado, a partir do 6º ano. Entretanto, há uma sazonalidade no mercado, em virtude da alta procura no período do verão, em que é possível vender o barco pelo preço de compra.

6) Onde guardar – se seu barco for pequeno, até 6 metros, você conseguirá guardá-lo em sua própria casa. Passando disso, lembre-se que precisará contar com a despesa com a marina ou iate clube.

Quem quiser conhecer novidades sobre o tema, pode conferir a 19ª edição do São Paulo Boat Show, maior salão náutico indoor da América Latina. O evento acontece de 6 a 11 de outubro, em São Paulo, e deve receber cerca de 41 mil pessoas, reunindo todos os segmentos do mercado náutico brasileiro: luxo, lazer, mergulho, acessórios, inovações para navegação, entre outros.

Azimut 70 - Divulgação

Azimut 70 – Divulgação

Consórcio para comprar um barco

Se depois dessas dicas você se interessou pelo mercado náutico, o consórcio pode te ajudar a realizar o sonho de navegar. Para isso, basta procurar uma administradora autorizada pelo Banco Central e buscar por um grupo de consórcio de barco, para que a atualização do crédito seja baseado nesse bem. Mas é possível adquirir um barco estando em consórcio de qualquer tipo de veículo, ou até de máquinas e equipamentos, pois de acordo com a legislação, esses bens pertencem à mesma categoria e, ao ser contemplado, o consorciado tem total liberdade para comprar o que desejar, como uma embarcação.

Você pode pesquisar entre administradoras de consórcios autorizadas pelo Banco Central qual oferece o plano que melhor atende aos seus objetivos, com crédito necessário para comprar um barco do modelo que desejar, prazo ideal para pagamento e taxas adequadas. Então, é só aguardar a contemplação, que pode ser realizada por sorteio ou lance, e preparar os tripulantes para passeios inesquecíveis!

Categoria(s):

Dicas da ABAC

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2 Comentários

  • Minha pergunta a ABAC é em caso de consórcio, a garantia ao grupo pode ser um carro? Pois segundo pesquisa que fizemos junto a Capitania dos Portos em Brasília, o registro de alienação fiduciária será anotado no TIEM da embarcação e na prática não é exigido contrato de alienação fiduciária sendo somente solicitados recibo de compra e venda, cujas assinaturas do comprador e vendedor sejam reconhecidas em cartório, e/ou a nota fiscal do bem constando alienação à respectiva financeira. Além do agente financeiro não ter acesso ao sistema de registro de alienação sendo de competência da respectiva Capitania o lançamento dessa informação em Sistema integrado de Gerenciamento de Embarcações (SIGEMB), não há sistema público de consulta para essa categoria de alienação e em caso de retomada, torna-se difícil à administradora.

    • Olá, Ocineide.

      O departamento jurídico da ABAC entrará em contato com você para esclarecimentos, OK?

      Abraço!

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