Setembro Amarelo – Prevenção ao suicídio: sinais de alerta

14 . set . 2021

O dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, motivo pelo qual neste mês é realizada a campanha Setembro Amarelo. Em apoio a essa causa tão importante, neste post do Blog da ABAC você confere alguns sinais de alerta e como ajudar uma pessoa sob risco de suicídio.

São registrados mais de 13 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. Além disso, o aumento de casos é uma triste realidade, principalmente entre os jovens. Cerca de 96,8% deles estavam relacionados a transtornos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

O suicídio pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero. Mas ele pode ser prevenido. Saber reconhecer os sinais de alerta em si mesmo ou em alguém próximo a você pode ser o primeiro e mais importante passo.

Sinais de alerta

Não há uma “receita” para detectar seguramente uma crise suicida em uma pessoa próxima. Mas um indivíduo em sofrimento pode dar sinais. Fique atento principalmente se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo ou por mais de duas semanas.

  1. Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança

Pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. 

Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbalmente ou por meio de desenhos. Alguns indivíduos começam a formular um testamento ou fazer seguro de vida. 

  1. Expressão de ideias ou de intenções suicidas. 

Não ignore comentários como:

  • “Vou desaparecer.”
  • “Vou deixar vocês em paz.” 
  • “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
  • “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
  1. Isolamento

Pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer. 

  1. Outros fatores

Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio. 

Como ajudar uma pessoa sob risco de suicídio

  • Converse: Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
  • Indique ajuda profissional: Incentive a pessoa a procurar ajuda de um profissional, como um médico, profissional de saúde mental, conselheiro ou assistente social. Ofereça-se para acompanhá-la a uma consulta.
  • Proteja: Se há perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de emergência, um serviço telefônico de atendimentos a crises, um profissional de saúde, ou consulte algum familiar dessa pessoa.
  • Elimine os meios: Se a pessoa com quem você está preocupado (a) vive com você, assegure-se de que ele (a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.
  • Acompanhe: Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

Você não está sozinho!

Se você está pensando em tirar sua própria vida ou conhece alguém que esteja tendo tais pensamentos, saiba que você não está sozinho. Saiba que muitas pessoas já passaram por isso e encontraram uma forma de superar esse sofrimento.

Sabemos o quanto pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida são insuportáveis. Mas existe ajuda disponível. Por isso, é muito importante conversar com alguém e que você confie. 

Além disso, você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte. 

Onde buscar ajuda

Serviços de saúde: CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde). 

Centro de Valorização da Vida – CVV: Telefone: 188 (ligação gratuita) ou www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações.

Emergência: SAMU 192, UPA, Pronto Socorro e Hospitais.

Setembro Amarelo

A ABAC e o Sistema de Consórcios, que trabalham pela felicidade do brasileiro por meio da realização de sonhos com consórcio, apoiam o Setembro Amarelo.

Fontes: www.setembroamarelo.com, Boletim Temático da Biblioteca do Ministério da Saúde – 2021, Folheto Suicídio. Saber, agir e prevenir, do Ministério da Saúde

Categoria(s):

Institucional

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