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Finanças no casamento: como administrar?

15 . mar . 2016

O “meu”, o “seu”, o “nosso” dinheiro. Quando um casal se forma, a decisão de como lidar com as contas certamente entra em jogo. Será que existe um modelo ideal para administrar as finanças no casamento?

Para Carolina Ruhman Sandler, fundadora do site Finanças Femininas, mais importante do que definir um modelo, é ter muita clareza e transparência para falar sobre o dinheiro e lidar com ele. “Casais que determinam previamente com quanto cada um vai contribuir para as contas domésticas e estabelecem quais contas ficarão com cada tendem a brigar menos por dinheiro”.

Se as contas estão em dia, o casal tem mais tranquilidade para ter um planejamento financeiro; do contrário, o relacionamento pode se desgastar devido à obrigação que terá para liquidar as suas dívidas. “A maior parte das dívidas no Brasil é feita no cartão de crédito, o que está intimamente ligado ao consumismo, à desorganização e à impulsividade”, avalia Carolina. “Quando a pessoa não tem um orçamento definido, não tem controle sobre os gastos ou uma reserva financeira, ela está em uma situação extremamente vulnerável, o que pode afetar a relação afetiva”, acrescenta.

Nada de “traição financeira”

Pesquisa feita nos Estados Unidos revela que para 76% dos americanos o dinheiro é fonte de estresse, por conta de dívidas. Além disso, 80% admitem que já esconderam compras e dívidas do cônjuge. Esse cenário também é comum no Brasil. Para Carolina, a quebra de confiança quando o assunto é dinheiro costuma ser um dos principais motivos para o divórcio por aqui. “É essencial que o casal tenha transparência e honestidade com suas finanças. Só assim eles irão conseguir se organizar, ter um planejamento financeiro e estabelecer os objetivos em comum”, ensina.

Relação de parceria

A nossa tendência é achar que, quanto maior a diferença de perfil entre os cônjuges, maior a dificuldade para lidar com as finanças no casamento. Agora imagine se ambos tivessem o mesmo perfil e fossem desorganizados. Não seria muito pior? “Se um é desorganizado e o outro sabe planejar, é ideal que a questão financeira seja trabalhada em conjunto”, afirma Carolina.

A recomendação da especialista é que o casal se apoie mutuamente. “Nas finanças no casamento, o ‘cada um por si’ é extremamente prejudicial. Por isso, o ideal é estabelecer um orçamento e incluir o seu cônjuge no acompanhamento disso, mesmo para os gastos pessoais”.

Como você pode ver, cada casal deve escolher a melhor maneira de lidar com as finanças. O importante é que, ao final, haja consenso, planejamento e parceria na saúde, na doença e também nas finanças!

Categoria(s):

Educação Financeira

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