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Publicado em 13/04/2017 as 11:00H
Educação Financeira

Desafios e vantagens de planejar o consumo 

Controlar o consumo não é uma tarefa fácil: estamos em constante conflito entre o que desejamos adquirir e o que nossos recursos financeiros permitem, afinal os desejos são ilimitados, mas os recursos não. Entenda porque temos dificuldade de planejar o consumo e as vantagens que um pouco de disciplina podem proporcionar.

Desafios

Encontramos dificuldade para nos planejar por diversos motivos, como:

Busca do prazer imediato: na busca da satisfação de um desejo imediato, muitas vezes pagamos um preço maior por isso;

Pouca formação financeira: devido ao desconhecimento sobre conceitos e produtos financeiros, não usamos adequadamente as possibilidades que o mercado oferece.

Memória inflacionária: por muitos anos, o brasileiro viveu em um ambiente de hiperinflação, que, no Brasil, durou até 1994, com a introdução do Plano Real. No ambiente de hiperinflação, fazia sentido “gastar imediatamente” o dinheiro recebido, caso contrário o valor do dinheiro ia sendo corroído com o tempo. Era complicado se planejar nesse ambiente.

Consumir de maneira planejada e consciente não significa deixar de comprar ou fazer menos de tudo, e sim consumir mais e melhor. Consumir “mais” por meio da potencialização do dinheiro e “melhor” via eliminação de desperdícios.

Vantagens

Quando você paga uma conta em dia, evitando a cobrança de uma multa por atraso, por exemplo, está potencializando seu dinheiro. Quando você desliga as luzes de ambientes vazios, fecha as torneiras enquanto escova os dentes ou se planeja para evitar que produtos tenham a validade vencida, você consome melhor. Ou, ainda, quando você poupa por alguns meses e consegue comprar sua televisão nova à vista, além de economizar os juros que seriam pagos em um financiamento, você pode conseguir um desconto por pagar à vista e, com isso, ter acesso a um aparelho melhor.

As famílias que planejam adequadamente o consumo conseguem obter uma série de vantagens, como:

 Controle do endividamento pessoal: o consumidor consciente de seus gastos (e de suas receitas) pode se controlar melhor. Mesmo que ele passe por dificuldades, pode sair delas mais rapidamente do que outro que não planeja seu consumo, evitando, assim, que um pequeno problema se transforme em uma grande bola de neve.

Formação e aumento de patrimônio: o consumidor que consome planejadamente tem mais condições de destinar parte de sua renda para formação e ampliação de patrimônio.

Corte de gastos desnecessários: “o leite acabou” ou “fiquei sem café” – quem vivencia esse tipo de situação corre para o lugar mais próximo e acaba comprando produtos mais caros. Quem planeja tem menos gastos desnecessários e compra mais barato.

Otimização do crédito: com planejamento, você otimiza o uso do crédito, reduzindo o pagamento de juros, evita o pagamento de multas por falta de organização e tem maior capacidade de poupar. Quem poupa pode receber rendimentos e se beneficiar dos juros trabalhando a seu favor.

Maximização dos recursos disponíveis: por meio de atitudes como pesquisar preços, negociar descontos ou aproveitar situações como a sazonalidade (exemplo: comprando frutas da estação), consome-se mais e melhor com a mesma quantidade de recursos.

Consumir não é errado, pelo contrário: o consumo atende nossas necessidades e desejos – Necessidade e desejo: você sabe identificar? Ele possibilita que alcancemos sonhos, como realizar aquela viagem tão desejada. Basta sabermos planejar o consumo para evitar que o dilema querer x poder nos coloque em uma enrascada financeira. Mude seus hábitos para consumir mais e melhor. Comece hoje mesmo!

Esse texto foi escrito com informações do projeto “Cidadania Financeira”, do Banco Central (BC).

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